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Iosif e Myra, Bucareste, 1928

 

myra
 
Fofa e redonda, ela segura a minha perna,
enquanto sua mente criança pensa
rapte-me príncipe no cavalo branco
meu irmão não me beija.

 
Um cavaleiro de alma escura
deixou-lhe a boneca de porcelana
e sumiu na densa bruma.
 
Um rei asteca levou-a distante.
Dedicou-se às artes da pintura,
disseminou cultura, esbanjou talento.
 
Falta-me a sua mão na minha perna,
de longe envio-lhe beijos que não lhe dou.
Não mais a fofa e redonda boneca,
agora é nobre senhora romana.
 
Insiste em ser irmã, finjo indiferença,
somos almas idênticas e isso basta
.

 

 

 
 
 
 
 
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