
avó
Omama, foi como te conheci na infância, miúda, sem vaidade, cabelos brancos. A última vez que te vi, foi antes da Tempestade. Confesso pouco ter pensado em você, seu rosto nebuloso, seus pequenos passos, um passado esquecido e sem lembrança. O terrível pesadelo passou e você, um anjo, talvez esqueceu a tristeza, o gemido do seu filho de tão longe não ouviu. Seus netos espalhados em quatro continentes abrem os olhos e atravessam a saudade. Nosso encontro se dará na Eternidade, Omama, me espera, estou com as malas prontas para a nova Viagem.
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